Saudade é não saber. Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos, não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento, não saber como frear as lágrimas diante de uma música, não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.
Martha Medeiros.
Morango nas unhas e pimenta nos lábios.

Morango nas pontas dos dedos e pimenta nos lábios, sua cor preferida sempre fora o vermelho, gostava de estar na frente de um espelho. Sabia encantar e não ser vulgar, falar sem discursar, falar apenas o necessário, e o resto deixava os olhos e o sorriso encarregados. Ela desfilava pelas ruas e arrancava olhares por todos os lados, e gostava disso, gostava de olhos que a viam bonita. Mas também haviam as bocas malditas, arranjavam defeitos onde não tinham, ela nunca fora perfeita nem tao pouco havia pretendido ser, mas o que ela sabia é que não era um poço de defeitos como diziam os fofoqueiros… Ela era bonita aos olhos de quem a via, mas ninguém poderia imaginar o quão linda por dentro era ela. Alimentava-se da felicidade de quem amava, só não era solidária com quem não “queria” lhe dar nada, mas era com quem não podia… Ela era doce, mas atrevia-se a não seguir o padrão da sociedade, atrevia-se a falar a verdade, atrevia-se a ser verdade.

Entre nós dois a conversa sempre fluía espontânea. Ela falava um pouco, eu prestava atenção, e depois chegava a minha vez. Nosso diálogo era sempre assim, simples, sem esforço nenhum. Parecia que tínhamos segredos em comum. Quando se descobria um que valesse a pena, Cass dava aquela risada — da maneira que só ela sabia dar. Era como a alegria provocada por uma fogueira.
Bukowski. 
Às vezes, não há nenhum aviso. As coisas acontecem em segundos. Tudo muda. Você está vivo. Você está morto. E as coisas continuam. Somos finos como papel. Existimos por acaso entre as percentagens, temporariamente. E esta é a melhor e a pior parte, o fator temporal. E não há nada que se possa fazer sobre isso. Você pode sentar no topo de uma montanha e meditar por décadas e nada vai mudar. Você pode mudar a si mesmo para ser aceitável mas talvez isso também esteja errado. Talvez pensemos demais. Sinta mais, pense menos.
Charles Bukowski. 
Sei lá. Eu queria acreditar em nós. Queria acreditar que pudéssemos dar certo, mesmo nunca dando certo com ninguém. Eu queria que fossemos alguma coisa. Nós.
Back at her, stupid. 
Sei que a tua boca já beijou a outra que não a minha. Sei que já amou a outros quando não me conhecia. Mesmo assim, teu carinho me tomou o peito, e hoje sem você não mais consigo ser do mesmo jeito.
Los Hermanos. 
Muitos podem te ouvir,
mas poucos são os que realmente irão te entender.
Cinzas de Anjo.
Enquanto houver poesia
haverá nós.
O Teorema no Caos.
Eu amei você, mesmo que nunca tenha sido amada. Eu olhei você, mesmo que nunca tenha sido notada. Eu esperei por você, mesmo sabendo que nunca chegaria.
O Teorema do Caos.
Pessoas são como livros, você não pode julgar suas histórias apenas pela capa.
Cinzas de Anjo.
Sempre existirá aquele seu escritor favorito, aquele que você admira. Aquele que, mesmo se você estiver cansado e ele escrever um texto de 5 páginas você irá ler, porque sabe que não irá se decepcionar com o que foi escrito.
Cinzas de Anjo.
Preciso de algo, ou melhor, de alguém que me mostre pelo que ainda vale a pena viver, porque sozinha eu não consigo. Mais que isso, se essa pessoa conseguir, que viva então comigo.
Cinzas de Anjo.
Quando nossos olhares se cruzaram pela primeira vez, percebi que nunca mais conseguiria passar um dia sequer de minha existência sem contemplar o brilho que aqueles olhos possuem.
O Teorema do Caos.
Foi amor. Até que deixou de ser.
O Teorema do Caos.
Você é meu porto seguro. Longe de você eu faço muita besteira.
O Teorema do Caos.
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